Jornalismo 2.0

Blog criado para a realização do curso do Knight Center

Posts de maio \24\UTC 2009

“É um pássaro? É um avião?”… Não, é uma Exposição

Publicado por Garcia Reis em maio 24, 2009

por Flavia Garcia

No início da noite do último sábado, 23 de maio, os cariocas tiveram uma grande surpresa ao olhar para o céu – nos bairros da Barra da Tijuca e Zona Sul. O motivo foi a aparição de um disco voador que percorreu a orla do Rio de Janeiro. Para muitos, o misterioso objeto pode ter resultado num belo susto. Afinal, não é todo dia que vemos um OVNI passeando pelo nosso céu.

ufo1A grande verdade é que o chamado Untitled UFO é uma peça de alumínio, com 7 metros de diâmetro, criada pelo artista plástico americano Petter Coffin, de Nova Iorque. A “tecnologia” utilizada para seu vôo, que durou ao todo cerca de duas horas, foram cabos de aço presos em um helicóptero. As mais de 3.000 lâmpadas brilhantes foram controladas por um computador, comandado pelo artista plástico durante o vôo. O controle foi feito por mensagens de SMS enviadas ao disco voador.

Esta foi a segunda vez que o Untitled UFO foi exposto. Em 2008, o artista plástico colocou o disco para voar na Polônia, durante o Festival das Estrelas de Gdansk, em 4 de julho. A “nave” foi produzida pela Cinimod Studio, que supervisionou a fabricação e montagem da mesma. No Brasil, ela chegou no início da semana, desmontada, e foi logo transferida para um galpão no Aeroporto de Jacarepaguá, onde permaneceu, com muito sigilo, até a grande noite.

ufo2A “engenhoca” movimentou muitos cariocas, que ficaram na intenção de ver o círculo luminoso no céu. Para alguns, foi uma decepção desde o início, já que ele começou seu trajeto por cima da Avenida das Américas, e não pela orla da praia da Barra, como havia sido “prometido”. Roberta Santos, de 32 anos, diz que passou o dia convencendo o esposo a levá-la na praia à noite para ver o disco voador e não conseguiu ver nada de lá. Já Simone, de 26 anos, nem sabia do “tal disco voador”, mas acabou o vendo ao olhar para o céu quando parou em um posto de gasolina, na Avenida das Américas. O disco também saiu da sua programação ao ficar pouco mais de 5 minutos pela orla de Copacabana, onde estava planejado circular por até 20 minutos.

Mesmo com estes contratempos, a ideia de uma exposição pública como esta, que mexe com a imaginação das pessoas, merece aplausos. O problema é aparecer algum (disco voador) sem aviso prévio. Eu também tentei ver o Untitled UFO, mas só consegui pela televisão. E você?

Links Relacionados:

ERRATA: o Untitled UFO não chegou à Lagoa Rodrigo de Freitas. As pessoas que estavam por lá, viram o disco (rapidamente) na direção do Leblon.

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Editando fotos do Rio

Publicado por Garcia Reis em maio 22, 2009

Por Flavia Garcia

Uma de minhas grandes paixões são as fotos! Quem me conhece sabe que há mais de 10 anos eu tenho todos os dias comigo uma câmera fotogáfica. Ultimamente, nem que seja a do celular… risos

Quando li o enunciado do sexto exercício do curso Jornalismo 2.0 pensei: “ah, fotos?! Isso é mole!”. Doce engano, afinal eu deveria selecionar apenas duas fotos! Como a semana foi bastante corrida, optei por selecionar duas fotos tiradas durante um passeio turístico pela minha cidade natal, o Rio de Janeiro. Eu fui ao Cristo Redentor, junto com meu namorado e minhas primas de Goiânia. As fotos foram tiradas com uma câmera comum (uma Panasonic DMC-LS80).

Todas com a função de flash desligado. As selecionadas foram:

foto1

foto2

Para editá-las, utilizei o Fireworks MX, da Micromedia, por ser o software que estou acostumada a utilizar para mexer em fotos que serão publicadas em sites e blogs.

Em primeiro lugar, selecionei as duas fotos para o trabalho, pelo windows explorer e executei a função “file > batch process > add > next > scale > add > scale for size”, escolhendo o tamanho final como 400 pixels de largura com altura variável. Por serem apenas duas fotos eu também poderia ter feito o seguinte processo “modify > image size” reduzindo o tamanho da imagem de 2048 x 1536 para 400 x 300, mantendo a proporção. Em seguida, parti para a edição individual das duas fotos.

Foto 1 Editada:

foto1-editada A idéia era destacar apenas o trilho do trem do Corcovado, retirando as laterais. Com o tamanho original de 1,46Mb, após o batch process a imagem ficou com 88k. Para editar, utilizei primeiro o “Croop tool”, para recortar a foto (que ficou com 183 x 244 pixels). Em seguida, redimensionei a imagem para 200 pixels de altura. O arquivo ficou com 25.05k e uma qualidade de 95%. Para dar mais vida à cor da foto, utilizei os comandos “Filters > Adjust Colors > Auto Levels”. O arquivo final ficou então com 26.21k, também com 95% de qualidade.

Foto 2 Editada:

foto2-editadaA idéia era tornar a imagem como uma panorâmica. Utilizando a ferramenta “Croop tool”, recortei a foto para o formato (retangular) desejado. Em seguida, para retirar o topo de uma árvore do canto da imagem, utilizei a “Rubber Stamp tool”. Em seguida, salvei o arquivo com o comando File > Export Preview. A foto quando foi tirada tinha 1,37Mb; após o batch process ficou com 110k e com a edição final, mantendo a qualidade de 99%, o arquivo final ficou com 47,69k.

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A experiência de fazer, editar e publicar o meu “primeiro” áudio

Publicado por Garcia Reis em maio 22, 2009

Por Flavia Garcia

Na segunda-feira, dia 18 de maio, tivemos acesso aos enunciados dos três exercícios da semana para o curso Jornalismo 2.0, do Knight Center. Fiquei bastante entusiasmada ao ver que faria minha primeira notícia em áudio sozinha. Mexer com o mp3 não era novidade pra mim, já que na prática de minha profissão (o jornalismo) eu já entrevistei algumas pessoas com este aparelho/sistema. Mas as minhas experiências com edição de áudio eram bem primárias, apenas tive contato com isso na época da faculdade, quando a gente ainda usava aquele gravador de fita K7, ou mesmo o com aquela fitinha menor. Acho que somente uma vez eu fiz a edição não-linear de um áudio, sozinha.

A escolha do assunto, a produção e gravação da notícia no mp3 foi tranquila. O problema foi publicar este áudio no meu blog, no WordPress. Meu primeiro obstáculo foi que o áudio gravado pelo meu aparelho mp3 foi no formato “.wav” e eu precisaria transformá-lo em “.mp3” para que o Audacity (programa de edição de áudio sugerido pelo curso) aceitasse o arquivo e eu pudesse editá-lo. Com o curso, aprendi que o “.wav” é um formato de gravação com maior qualidade. Foi então que joguei a pergunta no twitter e logo tive algumas respostas de amigos. Dois me sugeriram programas free e um me indicou um site que faz isso de uma forma bem simples. Acreditem, é simples mesmo, ou melhor, mais simples só se o site não tivesse a enxurrada de propaganda que tem, mas ai, quem pagaria pelo serviço?

Feito isso, editei meu áudio, inserindo uma música de fundo, e chegou a vez de publicar o áudio em um site que gerasse o “embed” para eu colocar, no código do post, em meu blog. Foi nesta hora que tive o maior trabalho. A sugestão do curso era hospedar o mp3 no http://www.mp3tube.net/, mas eu tive problemas com o cadastro lá, pois o site não reconhece minha senha e nem manda o lembrete pro meu email. Tentei, então, em um site semelhante (indicado por um amigo). Consegui me cadastrar e publicar o áudio no http://www.goear.com. Outra sugestão foi o http://www.podcast1.com.br.

Resultado, meu arquivo está lá e passando tranquilamente, mas quando fui adicionar no wordpress está dando algum bug. Eu copiei o código do embed desde o “<…>” até o “</…>” e colei na área de html do post do wordpress, acontece que quando eu clico em publicar, o embed some é como se eu não tivesse colocado nada lá.

Um amigo fora do curso tentou me ajudar (pelo Gtalk), e diz que eu fiz tudo certinho, mas não consegui fazer o streeming do meu áudio ficar no meu wordpress.

Tentei então pela forma sugerida pelo WordPress, graças ao lembrete de colegas do curso. Já que o WordPress não permite fazer embed de mídia “por uma questão de segurança”, ou a pessoa paga pela hospedagem de seus arquivos no WordPress ou hospeda em outro provedor e utiliza a tag, no HTML do post.

Foi isso que fiz, publiquei meu arquivo (escondido) em um site que pago hospedagem e fiz o link para o mesmo pelo post do Wordpres. Ufa, consegui! Trabalho concluído. Vamos aos outros dois da semana.

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Jonas Brothers Se Apresenta no Rio de Janeiro

Publicado por Garcia Reis em maio 20, 2009

Por Flavia Garcia

Este áudio é quinto trabalho realizado para o curso Jornalismo 2.0 do Knight Center, em 20 de maio de 2009.


  • O áudio também pode ser ouvido pelo site Goear, onde está hospedado, bastando clicar no link abaixo:
    Notícia Jonas Brothers no Rio, por Flavia Garcia

OBS: Gostaria de agradecer a algumas pessoas que muito me ajudaram a fazer com que o wordpress “aceitasse” meu áudio: meus amigos Aristeu Araújo e Eduardo Frick e colegas de turma como a Paula Góes, a Fernanda França e a Luciana Silveira.

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Em Busca da Cura do Stress. Como assim?

Publicado por Garcia Reis em maio 17, 2009

Por Flavia Garcia

O quarto exercício do curso de Jornalismo 2.0 do Knight Center consiste em montar um relatório comparativo dos cinco primeiros resultados apresentados em 8 (oito) mecanismos de busca online, diferentes. Confesso que até a realização deste exercício eu só conhecia 5 deles. E, mesmo assim, só utilizo um: o grande oráculo Google. Não adianta sou fã do Google em todos os sentidos e assim como todos que trabalham com internet, e criação, eu gostaria muito de trabalhar em uma empresa como esta. Mas, vamos parar de “puxar o saco” do Google e compará-lo aos outros.

O termo a ser buscado seria “cura do stress”. Eu teria várias formas de procurar e em cada uma delas encontraria diferentes resultados prioritários. Veja algumas formas:

  1. cura do stress
  2. cura do estresse
  3. “cura do stress”
  4. “cura do estresse”
  5. cura+stress
  6. e outros

Eu optei pela primeira forma, mesmo sabendo que seria a mais abrangente, afinal também não optei por buscas em português ou em páginas do Brasil. Nada disso, eu procurei na forma mais simples, como a maioria das pessoas procura.

Não fui surpreendida ao ver que todos os sites apresentaram primeiro links patrocinados. Eu sei que são eles que bancam os mecanismos de busca, mas acho-os muito chatos quando aparecem antes das buscas orgânicas (que são aquelas naturais). Acho que o espaço dos links patrocinados deveria ser apenas a coluna à direita.

Acho que nem preciso dizer que o Google é o mecanismo que eu utilizo diariamente. Ele foi lançado em setembro de 2008 e até hoje cresce e melhora a cada dia.  Apesar de ter o iGoogle, eu sempre prefiro utilizar as buscas no velho Google pois costumo encontar os resultados mais relevantes para o que eu quero.

O Altavista é um site que eu custumo visitar e utilizar bastante, mas não como mecanismo de busca e sim como tradutor. Apesar de outros site (inclusive o Google) apresentarem o serviço de tradução, eu acho que por costume mesmo o que eu mais uso é o altavista.

A identificação de link patrocinado do Dogpile é bem discreta e eu quase não percebi. Talvez tenha sido por nunca ter visto este site.

O site que foi encontrada mais vezes, ou melhor, que estev mais vezes entre os primeiros é um blog – http://lixotipoespecial.blogspot.com/2005/11/cura-do-stress.html - com um texto publicado em 15 de novembro de 2005. É bem interessante isso, pois para o autor do blog Lixo Tipo Especial estar entre os primeiros na usca orgãnica deve ter o seu valor. Se fosse o meu blog eu pularia de alegria. Até porque, o blog em questão é mais um espaço de contos. Uma espécie de e-book no qual ele conta alguns causos e histórias. O autor, Flavio Prada, da Itália, deixa claro que ali podem conter fatos verídicos.

Outro resultado encontrado em mais de um buscador foi um site com “papel de parede” para micro: http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/A-Cura-para-o-Stress/

Acho que as empresas e clinicas que oferecem serviços de melhora do estresse estão precisando de um profissional de SEO (Search Engineer Otimization) para melhorar o seu Marketing de Buscas. Neste assunto eu recomendo o Paulo Rodrigo, que foi meu professor, e quem eu carinhosamente chamo de “homem-google”.

Veja a galeria dos printscreen que dei em todos os mecanismos buscados:

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Comparando o FeedReader com o Google Reader

Publicado por Garcia Reis em maio 17, 2009

por Flavia Garcia

Conheço e uso o Feedreader há quase dois anos. Até bem pouco tempo eu tinha deixado o Feedreader entrando automático toda vez que ligava o computador, mas ai começou uma fase de avalanche de trabalho, muita informação chegando no mesmo dia, muitas providências para tomar e a minha melhor ferramenta de atualização, e meu maior pauteiro (o Feedreader), teve que ficar em segundo plano. Atualmente só abro o programa em véspera de reunião de pauta para buscar idéias. Nessas horas, aproveito para ver o que está sendo publicado em sites de tecnologia e comunicação que tenho os feeds instalados.

feedreader

Devido ao terceiro exercício do curso de Jornalismo 2.0 do Knight Center, tive que arrumar tempo para entrar todos os dias no Feedreader e ainda me inscrever e testar o GoogleReader. À primeira vista me assustei bastante com o lay-out, com a quantidade de informações e possibilidades que aparece. E, com menos de uma semana utilizando esta ferramenta do Google, ainda acho meio bicho-de-sete-cabeças.

googlereader

Confesso que mesmo sendo super fã do Google e de tudo o que ele oferece, acho que continuo preferindo o Feedreader, mas sei que será por pouco tempo, já que o GoogleReader possui tantas funcionalidades diferentes, como compartilhamento de feeds e compartilhamento com observação, por exemplo, além do acesso de qualquer micro conectado à rede.

Acho que o GoogleReader, por ter vindo depois de diversos programas de RSS, teve tempo para pensar em novas funcionalidades. Mas isso não quer dizer que seja melhor ou pior do que outro serviço de RSS. A maior vantagem do GoogleReader é que não depende da permissão do site para que o RSS funcione. O GoogleReader utiliza o seu mecanismo para as buscas. Ou seja, os mesmos robôs que “vasculham” os milhares de sites que aparecem toda semana, também são utilizados para identificar o que o leitor/internauta quer.

Apesar de serem duas ferramentas com a mesma finalidade, a grande diferença é que no Feedreader você só vê as atualizações dos sites que “querem” que você veja (que disponibilizam a ferramenta de RSS) e no caso do serviço do Google, você pode ver as atualizações de qualquer site indexado no serviço de busacas do Google. Mas em ambos os casos, apenas aparecem na sua “caixa de entrada” os sites que você quer.

Como falei logo no inicio deste post, a ferramenta de RSS me ajuda muito na busca de pautas para apresentar nas minhas reuniões semanais, na redação. Mas, como ultimamente não tenho tido tempo de ficar navegando na internet, a ferramenta que tenho utilizado mais como “minha pauteira” é o Alerta do Google, que envia todas as notícias e páginas publicadas ou atualizadas na grande rede, com as palavras-chave identificadas por mim, para o email que eu selecionar.

Referências:

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A World Wide Web ontem, hoje e amanhã

Publicado por Garcia Reis em maio 10, 2009

Por Flavia Garcia

Em 13 de março de 2009 a World Wide Web comemorou 20 anos de existência. A meu ver, seria bem difícil comparar a web 1.0, com a 2.0, sem falar um pouco de história. Criada por Tim Berners-Lee esta rede mundial começou pela necessidade dos integrantes da Organização Europeia para a Investigação Nuclear em trocar informações, e trabalhar em conjunto, durante a Guerra Fria. A imagem abaixo mostra a primeira página criada. Mas a WWW nunca perdeu esse conceito de edição conjunta de documentos, que foi aprimorado e é hoje oferecido pelo Google, por sua ferramenta Docs, além de todas as outras ferramentas existentes (como FTP, email, etc).

 

primeirapaginawww

Pois bem, para quem trabalha com internet o termo Web 2.0 não é mais uma novidade, mas para muitos ainda é uma expressão um pouco nebulosa. Em grosso modo, podemos definir a Web 2.0 como a fase da internet na qual os internautas passaram a colaborar com o conteúdo dos sites. Ou seja, a Web 2.0 é, fundamentalmente, interação e participação. Mas ela começou antes, com a criação dessas possibilidades. Talvez o mais curioso seja que apesar de ser uma fase da internet, não substituiu a Web 1.0 e, atualmente, muitas empresas ainda têm a mente 1.0 (eu enfrento isso com alguns de meus clientes).

Em abril, tive a oportunidade de participar de uma atividade interativa em sala de aula, orientada pelo professor Carlos Nepomuceno. A tarefa foi a seguinte, cada pessoa teve que responder, em um pedaço de papel, a seguinte questão: “o que é a internet?”. À medida que íamos terminando, nos juntávamos em duplas e depois em grupos para unir as respostas, formando uma só frase. A definição final foi então: “A internet é um ambiente digital em rede online, em constante evolução, que possibilita, de todos para todos, a interação, o compartilhamento da informação, relacionamentos, negócios em dimensão global, diminuindo as distâncias físicas e aproximando culturas”. Podemos dizer que esta foi uma aula 2.0, na qual todos tiveram voz.

Antes da Web 2.0, com certeza, este conceito era bem diferente. Na era da Web 1.0, o conteúdo da internet era feito, unicamente, de um para muitos. Mas à medida que mais pessoas passavam a ter acesso à rede e a descobrir e pensar em todas as possibilidades que ela poderia oferecer surgia a necessidade de criar novas ferramentas e dar mais funcionalidade à WWW. Surgiram também novas personalidades da tecnologia.

O termo Web2.0 foi definido por Tim O’Reilly, em 2004, como uma segunda fase de programação e componentes tecnológicos. A web passou a ser uma plataforma de interação constante. Na Wikipedia, um dos sites que mais representa esse mundo 2.0, a definição é que “embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à atualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores”.

O maior impacto da Web 2.0 nos usuários está relacionado ao ego de cada um. O poder de voz que qualquer pessoa tem com a possibilidade de comentar sobre um assunto publicado na internet, por exemplo, alimenta o ego de quem está comentando, mas mexe também com o de quem escreveu o texto inicial. O Fred, do site Usabilidoido, diz que “a grande vantagem da Web 2.0 é justamente essa: mais poder para o usuário. Ele agora é peça-chave na geração de conteúdo, pode remixar o conteúdo gerado por outros usuários, pode classificar informações como quiser, pode interagir com interfaces mais inteligentes e etc”.

Atualmente todos os grandes portais de notícias possuem uma área na qual o leitor pode ser uma espécie de jornalista por um dia, ou seja, qualquer pessoa pode mandar uma foto ou contar sobre um acontecimento que tenha visto e aquele fato se torna uma notícia. Esta possibilidade mexe muito com o trabalho do jornalista. Para alguns ‘coleguinhas’ é uma ameaça à nossa profissão, mas eu não concordo. Acredito que por ter sempre muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, enquanto os internautas estiverem dispostos a colaborar com o nosso trabalho, este auxílio será bem-vindo. 

Alguns sites foram criados exclusivamente por causa desta nova forma de ser e fazer a Web. Além disso, a nova era da internet trouxe uma série de aplicativos online que acabam se perdendo nesse imenso mundo digital. Nessas andanças pela web conheci um buscador apenas para sites 2.0: o Web 2.0 Search Engine. O buscador eu não posso dizer se ‘presta’, mas achei muito interessante a lista dos 1.000 sites 2.0 mais acessados e já salvei no meus favoritos: http://www.web20searchengine.com/web20/web-2.0-list.htm

O Orkut, também conhecido como rede de relacionamentos, é dos sites 2.0 com maior sucesso no Brasil. Na imagem a seguir você confere alguns logotipos de sites que utilizam a plataforma 2.0. 

sites2ponto0

(Algumas) Conclusões

Eu poderia ficar aqui falando muito mais sobre a web 2.0, mas este texto com certeza ficaria enorme e se tornaria quase um livro. Apesar de diferentes conceitos e ideias, a Web está em constante mutação e não existe uma verdade absoluta nem uma só forma de fazer as coisas. Estamos vivendo em um mundo de todos para todos, no qual a adaptação tem que ser tanto do homem para a tecnologia quanto da tecnologia para o homem.

Anteriormente, as críticas ao trabalho de qualquer profissional vinham somente de pessoas selecionadas e conhecidas. Com a Web 2.0 qualquer pessoa pode registrar suas opiniões a respeito do trabalho de qualquer outro profissional (médico, jornalista, político, artista, etc). Estamos usando esse “de muitos para muitos” para fazer acontecer. É tanta coisa que acontece ao mesmo tempo, que se não houver compartilhamento (colaboração do usuário) com a utilização das ferramentas 2.0, você não fica sabendo o que está acontecendo. Se você é adepto, bem-vindo ao novo mundo, bem-vindo às novas tecnologias.

Para ter uma ideia da imensidão deste mundo digital, a internet brasileira possui, hoje 10 de maio de 2009, 1.663.954 registros de URL com final ‘.br’ (http://registro.br/estatisticas.html). Aos interessados o conselho é, busque, conheça, experimente.

Enjoy it.

Referências (consultadas em 10/05/2009):

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Olá Mundo Selvagem!

Publicado por Garcia Reis em maio 5, 2009

É com grande prazer que crio este blog. Ele tem a finalidade primária de ser um espaço para a publicação dos exercícios realizados durante o curso online de Jornalismo 2.0, oferecido pelo Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas.

logo-knightcenter

Tomei conhecimento deste curso pela lista de discussão do site Jornalistas da Web e me interessei ainda mais após a minha editora e amiga (Cristina Dissat) ter realizado o mesmo e ter me dado ótimas referências.

Estou muito entisiasmada em realizar este curso. Acredito que por ser em um período de muitas outras atribuições pessoais, vou precisar de um super gás para dar conta do recado. Mas, não há incentivo melhor do que gostar do assunto e ser apaixonada pela profissão e pela internet, como sou.

Por hora é isso. Até o próximo contato, ou melhor, até o próximo exercício!

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